Pós-Abdução e Regressão

De Agenda Esotérica

O período pós-abdução talvez seja o mais difícil que o seqüestrado tenha que enfrentar. Nesta fase de retorno ao lar, na maioria dos casos, o abduzido ainda não tem noção do que lhe acontecera. Ele recomeça sua vida achando que é a mesma pessoa de antes e que tudo pode não ter passado de um sonho muito ruim. Mas é inevitável a sensação da diferença entre os seus. Algo aconteceu. Mas como saber o que foi e por quê? Os sintomas aparecem sem explicações em nosso mundo físico. São os efeitos sobre si mesmo que o seqüestrado não tem controle.

Elias Seixas, que foi abduzido no dia 25 de setembro de 1980, retomou à sua casa com algumas seqüelas e sem entender o que estas queriam dizer. Após o encontro com os extraterrestres, Elias teve crises de paranormalidade. Talhares entortavam sem que ele fizesse o menor esforço para tal. Lâmpadas novas queimavam. Os aparelhos de televisão a cores não podiam ser ligados na sua presença. Bloqueios de memória eram freqüentes sendo que o pior de todos os esquecimentos tinha a ver com sua filha de 11 meses. Ele não lembrava que era pai. E isto só porque passou o equivalente a 5 horas do tempo terrestre dentro de uma nave.

Neste dia, Elias chegara em sua casa muito cansado. A barba estava crescida mais do que o normal para alguém que há menos de 12 horas a havia cortado. A blusa estava sem botão. Realmente, algo tinha acontecido. Mas o quê?

As perguntas sem respostas duraram pouco mais de um ano quando resolveu procurar a ajuda dos ufólogos. Nesta época encontrava-se em depressão. Tinha algo do seu passado que não conseguia lembrar. Parte de sua vida que precisava conhecer.

O primeiro passo foi fazer regressões com hipnose. Fez duas com o médico Silvio Lago e três com o também médico Raul Sobral, que foram fundamentais para ele entender o que tinha acontecido durante aquelas poucas horas fora da terra.

Apesar de ter sofrido muito com a abdução, Elias hoje entende que existia um sentido maior por trás de tudo aquilo. E o auxílio dos pesquisadores no assunto o ajudou a superar os momentos mais difíceis da pós-abdução. Elias foi marginalizado por aqueles que considerava serem seus amigos e no meio evangélico, do qual fazia parte, sua experiência era interpretada como uma possessão demoníaca. Quase enlouqueceu.

Hoje, Elias está recuperado e cônscio de tudo o que vivera. Realiza até palestras sobre o assunto e incentiva a quem foi abduzido a fazer uma regressão.

Mas há uma seqüela que age como se estivesse iluminando seu passado. É uma pequena mancha branca no seu peito que em algumas ocasiões fica tão branca que parece estar acesa.

Maria Cecile Azambuja

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