OS LIMITES DA BIOMEDICINA E O BEM-ESTAR COMPLETO

De Agenda Esotérica

O mundo começa a perceber que o homem não é só constituído de um corpo físico em que se pode identificá-lo através dos sintomas que ele apresenta. Mas é também dotado de uma mente e de um espírito que participam ativamente na busca pelo seu equilíbrio. Na Enciclopédia do Mundo Contemporâneo, podemos ver que já existem críticas ao pensamento de que cada doença é causada por um agente patogênico específico:

"Ao longo da história da ciência ocidental, o desenvolvimento da biologia tem ocorrido paralelo ao da medicina. É natural, portanto, que a visão mecanicista da vida, uma vez estabelecida firmemente no campo da biologia, tenha dominado também a atitude dos médicos diante da saúde e da doença.

"O corpo humano passou a ser considerado uma máquina que se pode analisar por partes; a doença como o funcionamento defeituoso dos mecanismos da biologia celular e molecular, e a tarefa do médico passou a consistir em intervir, física ou quimicamente, para corrigir as disfunções de um mecanismo específico.

"Essa visão, dominante hoje em âmbito institucional, levou a medicina a concentrar-se em fragmentos cada vez menores do corpo humano. Ao se reduzir a saúde a uma função mecânica, perdeu-se a capacidade de tratar com o fenômeno da cura. Saúde e cura têm tido diferentes significados nas diferentes épocas.

"Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doenças ou de males.' Sugere assim a natureza holística da saúde, que é preciso levar em conta ao se praticar uma cura.

"Esse enfoque é mais próximo do estilo de cura que, desde tempos imemoriais, tem corrido por conta de curandeiros guiados pela sabedoria popular. Segundo essa concepção, a doença é um transtorno de toda a pessoa, que compreende o corpo e a mente do paciente, a imagem que ele tem de si mesmo, sua dependência do entorno físico e social, e sua relação com o cosmo e os deuses.

"Os curandeiros, que ainda tratam a maioria dos doentes de todo o mundo, seguem critérios que são holísticos em distintos níveis e empregam grande variedade de técnicas terapêuticas. Mas todos têm em comum o fato de nunca se limitarem aos fenômenos puramente físicos, como é o caso do modelo biomédico.

"Por meio de rituais e cerimônias, tratam de influir na mente do paciente para dissipar o medo, que sempre é um componente significativo da doença, e o ajudam a estimular seus poderes de cura naturais. (...)

"É difícil julgar a relação entre a medicina e a saúde, já que a maioria das estatísticas definem a saúde como a ausência de doenças. Uma pesquisa abrangente teria que abarcar tanto a saúde individual como a saúde social, incluindo ainda as doenças mentais e as patologias sociais.

"Uma visão ampla demonstraria que, embora a medicina tenha contribuído para erradicar várias doenças, isso não significa necessariamente que tenha conseguido restabelecer a saúde, na acepção mais geral do termo.

"Se considerarmos a saúde de um ponto de vista holístico, as enfermidades físicas não são mais que manifestações de um desequilíbrio básico do organismo. (...)

"Na verdade, as patologias psicológicas e sociais tornaram-se grande problema para a saúde pública. Segundo várias pesquisas, cerca de 25% da população tem problemas psicológicos suficientes para serem considerados gravemente afetados e necessitados de atenção terapêutica.

"Ao mesmo tempo, tem havido alarmante aumento do alcoolismo e outros vícios, dos crimes violentos, acidentes e suicídios - todos sintomas do mal-estar social. Então, qual é a relação entre a medicina e a saúde? Até que ponto tem conseguido a medicina ocidental curar as doenças e aliviar o sofrimento? (...)

"O fator principal que determina a saúde dos seres humanos não é a intervenção médica e sim seu comportamento, sua alimentação e a qualidade de seu meio ambiente. Esses fatores variam de uma cultura a outra, e por essa razão cada civilização tem suas doenças características. Por outro lado, a alimentação, o comportamento e as situações ambientais variam ao longo do tempo e, em conseqüência, também os modelos patológicos. (...)

"Para adotar um conceito holístico e ecológico de saúde é necessário mudar radicalmente os conceitos atuais da medicina e também reeducar o público.

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